"Amigos e inimigos estão em posições trocadas. Uns nos querem mal, fazem-nos bem. Outros almejam o bem e nos fazem mal" Rui Barbosa

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ESTRANGEIRISMOS

Não sou daquelas que condena com rigor uso de palavras estrangeiras, mas o excesso delas leva-nos a falta de conhecimento do que realmente estamos dizendo. A língua é viva, aceita interferências e incorpora novos têrmos haja vista que, os dicionários estão registrando muitos vocábulos de uso corrente, mas é preciso ter-se prudência, pois, caso o têrmo não tenha correspondente na língua vernácula será necessário uma adaptação. Todo o nosso idioma foi construído a partir de outros. O empréstimo de termos estrangeiro acontece em virtude da globalização pois todos se comunicam com palavras comuns para que haja entendimento. O problema é que na educação e em todos os veículos de comunicação não se ampliam vocabulários da língua vernácula, assim fica empobrecida a comunicação dos falantes da mesma. Isso não seria um problema se o vocabulário não fôsse um instrumento de amplitude dos horizontes do conhecimento: "O teu mundo é o número de palavras que tu conheces e compreendes". Portanto o bom senso é imprescindível, procurar conhecer nosso vocabulário primeiro e usar o estrangeirismos com parcimônia.
Leia o texto abaixo e tire sua conclusão
Pronunciamento do Senador Ronaldo Cunha Lima, no dia 13 nov. 1998, sobre o uso generalizado do estrangeirismos na língua vernácula:
"... A invasão de termos estrangeiros tem sido tão intensa que ninguém estranharia se eu fizesse aqui o seguinte relato do meu cotidiano: Fui ao freeser, abri uma coca diet; e sai cantarolando um jingle, enquanto ligava meu disc player para ouvir uma música new age. Precisava de uma relax. Meu check up indicava stress. Dei um time e fui ler um bestseller no living do meu flat. Desci ao playground; depois fui fazer o meu cooper. Na rua, vi novos outdoors e revi os velhos amigos do footing. Um deles comunicou-me a aquisição de uma nova maison, com quatro suítes e até convidou-me para o open house. Marcamos, inclusive, um happy hour. Tomaríamos um drink, um scotch, de preferência on the rocks. O barman, muito chic, parecia um lord inglês. Perguntou-me se eu conhecia o novo point society da cidade: Time Squere, ali no Gilberto Salomão, que fica perto do Gaf, o la Basque e o Baby Beef, com serviço a la carte e self service. Preferi ir ao McDonald´s, para um lunch: um hamburger com milk shake. Dali fui ao shopping center, onde vi lojas bem brasileiras, a começar pelas lojas Americanas, seguidas por Cat Shoes, Company, Le Postiche, Lady, LeMask, M. Officer, Tru´s Dimpus, Bob´s, Ellus, Arby´s, Levi´s, Masson, Mainline, Buckman, Smuggler, Brummel, La Lente, Body for Sure, Mister Cat, HugoBoss, Zoomp, Sport Center, Free Corner e Brookman. Sem muito money, comprei pouco: uma sweater para mim e um berloque para minha esposa. Voltei para casa ou, aliás, para o flat, pensando no day after, o que fazer? Dei boa noite ao meu chofer, que com muito fair play, respondeu-me Good Night! Senhoras e senhores, muito obrigado, ou, se preferirem, thank you very much!..." O discurso continua ...

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