Hoje li um artigo que o Subsecretário-Geral de Comunicação e Informação Pública da ONU, Kiyo Akasaka, que encorajou as agências publicitárias a participarem dos esforços no combate a violência contra a mulher. Segundo ele os esteriótipos destrutivos do gênero é a causa do problema “As Nações Unidas precisam da sua ajuda para acabar com um dos mais importantes e brutais desafios do nosso tempo, que afeta a todas as pessoas, em todos os lugares”, declarou Akasaka. “Para mulheres e meninas, essa é uma luta para que não sejam agredidas, estupradas, molestadas ou forçadas a entrar para o comércio sexual”.
Ele chamou a atenção que mulheres têm sido retratadas de forma humilhante ou degradantes por revistas, cartazes e televisão.
Esse senhor Akasaka tem realmente interesse em promover uma mudança de comportamento, pois em sua declaração na semana passada na capital Russa disse: “A violência contra a mulher é o tipo mais comum, mais vergonhoso e menos punido crime no mundo”, destruir essa prática absurda é vital para o desenvolvimento sustentável, crescimento econômico e a paz, ressaltou ele.
Incluo aqui todo o monopólio que a sociedade feminina exerce para subjulgar as próprias mulheres, pois são elas que não apoiam outras no poder, poder este que muitas vezes é conquistado com dores e sob calúnias. Esse comportamento feminino tem suas raizes na forma como as relações humanas foram se estabelecendo. Outra violência contra a mulher é o fato de que ela não exerce direito sobre seu próprio corpo, haja vista que a medicina é quem decide a procriação. Com o advento da pílula a mulher não conquistou a liberdade sexual, apenas permitiu que os médicos (homens) adentrassem em seu corpo para manipular a vida.
Atualmente vemos os absurdos que ocorrem em clínicas para próteses estéticas levando a deformação do corpo feminino. Também temos que lembrar que tudo isso acontece por causa de uma ideologia paternalista e capitalista que vê a mulher como produto.
Não há políticas públicas que trate dos assuntos femininos respeitando a personalidade do gênero. Todas as ações políticas são para conter explosão demográfica (pobres e negros), para comercialização de corpos, e falsamente para proteger a mulher. Ora nós mulheres precisamos nos unir e não devemos nos submeter ao julgamento dos outros para decidir como devemos viver, o que queremos para nós, nossos filhos e a humanidade. SE NÓS, MULHERES, SOUBÉSSEMOS O PODER QUE TEMOS, CERTAMENTE MUDARÍAMOS A HUMANIDADE.